terça-feira, 30 de novembro de 2010

júlia, por ana

há 28 anos a jujú saltou da placenta da ivanice e até hoje habita na placenta do planeta azul. eu nunca vi uma pessoa pra gostar tanto de comemorar aniversário. ela mobiliza todo mundo. anuncia  no facebook. msn. e até no orkut que ninguém usa mais. bem diferente de mim. é sangue quente. perigo de incêndio a qualquer momento. conviver com a jujú não é para qualquer mortal. poderia ser muito bem o nome de um filme: onde os fracos não tem vez.  júlia e ana vão fazer bodas de papel. trabalhamos juntas há quase uma década. embora o pessoal da carina barlett tenha a absoluta certeza de que nós não trabalhamos. acham que somos dondocas ou casadas com algum marajá. estamos sempre lá , entre uma reunião e outra. entre uma aula e outra, um café. um guaraná e dois copos, por favor. nós  nos adoramos, que fique bem claro. as vezes  eu sinto vontade de pular no pescoço dela. mas  logo passa. divertidíssima. maluquete. ultimamente ela tem estado mais engraçada do que nunca. tem falado cada coisa. e eu rolo de rir. ela gosta do meu humor ácido. as vezes nos comunicamos só pelo olhar. ela diz que eu falo as mesmas coisas que o psiquiatra dela. só que não cobro nada por isso. nós estamos eternamente nos devendo um café. ou eu devo um café pra júlia ou ela está devendo um café pra mim. e assim continuamos nossa doce, amarga, ácida e secreta amizade. (eu sempre tiro a júlia no amigo secreto). happy birthday, jujú. 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

silêncio

teu silêncio faz tanto barulho, que me tira o sono.

Sangue de barata

Estou dividindo meu ap com Anastácia. Anastácia é uma espécie de inquilina. Anastácia é uma espécie de barata. Nossa relação não é das melhores, confesso. Eu detesto a presença dela. É uma folgada, come da minha comida e não me paga nada por isso. Mas essa vaca, ou melhor, essa barata, parece que me adora, sempre aparece abanando aquelas antenas gigantescas como quem sorri pra mim. Já me perguntaram por que eu não acabo de uma vez por todas com ela. Bastaria uma vassoura e sangue de barata e o meu problema estaria resolvido em um segundo. Mas como que eu poderia assassinar alguém que mora comigo?! Cruel.


Adorável psicose

Tenho lido e me identificado com as neuroses de Natalia Klein.

www.adorávelpsicose.blogspot.com

Água nova

... é a chuva que cai.

Tropa de elite 3

Ao vivo, direto do Rio de janeiro.

Assisti o último filme do Woody Allen


Você vai encontrar o homem dos seus sonhos. Esse é o nome do filme e o desejo de toda mulher. É um filme bom, não passa disso. Não é nenhum Match point que te faz sair do cinema refletindo sobre o curso que sua vida tomou; mas vale a pena assistir, até porque ver Antonhy Hopkins dirigido por Woody Allen é uma experiência interessante.

O filme trata da vida real, e mais do que isso - ou menos do que isso - trata da vida comum. Do desejo que é comum entre todos os seres-humanos: encontrar o homem ou a mulher de seus sonhos e viver feliz ao lado dela. A trama mostra as relações afetivas em seu momento de desencanto e a busca dos personagens em refazer suas vidas ao lado de outras pessoas.

A sensação que fica é a de que devemos desfrutar intensamente os momentos que temos ao lado da pessoa amada. Beijar longamente. Caminhar sem pressa. Olhar nos olhos. Faze-la sorrir mais. Ser mais sincero. Chegar mais perto. Fazer mais refeições em sua companhia. Dar presentes. Compartilhar novas coisas. Criar algo diferente. Convidar mais e aceitar mais. Tudo mais, porque um dia o encanto acaba. The end.

E então recomeça a procura de um novo elenco para fazer o novo filme da nossa vida.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A tua cabeça

Queria abrir a tua cabeça. Escarafunchar as tuas ideias. Vasculhar os teus miolos. Conhecer o lugar de onde vem tua linha de raciocínio. Onde nascem teus pensamentos. Para ver se te entendo. Para descansar minha cabeça, teria que abrir tua cabeça.

Ainda Shopenhauer

Para ler o que é bom, uma condição é não ler o que é ruim, pois a vida é curta e o tempo e a energia são limitados.

A arte de escrever, por Schopenhauer

O mais belo pensamento corre o risco de ser irremediavelmente esquecido quando não é escrito.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Voltando a pintar

ufa, já estava quase passando da hora. novas mulheres chegando. aguardem.

Emil Nolde

Esses expressionistas se expressavam tão bem...



Andando por aí

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Você

Me tirou do sério. Me tirou do eixo. Me tirou do outro.

Me deixou de pernas pro ar... 

Quando que as coisas acabam?

As coisas não acabam quando acabam. As coisas acabam quando aceitamos que elas realmente acabaram. Antes disso elas continuam bem vivas. Como monstros dançarinos dentro da nossa cabeça. Fantoches movidos pelos nossos próprios desejos. As coisas que já foram, são beges. Lentas. Inertes, não fosse a nossa ilusão. As coisas finitas não nos levam a parte alguma. Não constroem. Confundem. Atrasam.



Então, se você se perceber dentro de uma relação que está bege, lenta, devagar quase parando; se não há mais lugares novos nem coisas sendo compartilhadas, se está tudo um tanto confuso, sinto muito mas essa relação já terminou. Embora continue bem viva - apenas - dentro da sua cabeça.

E quando que as coisas começam? Quando aceitamos que as outras coisas realmente acabaram. Antes disso elas continuam orbitando em algum lugar por aí...

Confins


Rodei o mundo. Fui até os confins da República Tcheca. Esqueci de ti em alguma estação de trem.

Pronto, passou

Fim de novembro. Entramos na época em que as pessoas todas comentam que esse ano passou voando. Parece que foi ontem que... Nossa, já é Natal de novo! E não é que a minha percepção de 2010 foi bem diferente? O ano se arrastou pesadamente. Os dias desmaiavam. As semanas não andavam. Os meses congelaram. E eu pensando, quando é mesmo que esse ano termina? Cadê o controle remoto? Quero passar pra frente. Pronto, passou.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dias

Tenho escrito pouco e falado demais. Tenho ouvido jazz e o conselho que as estrelas me derarm. Tive uma crise de mal-humor violenta. Entre mortos e feridos, todos sairam com vida. Voltei a sorrir muito. Juntei sete sacolas de roupas, cinco de sapatos e distribuí por aí. Me desfiz das minhas quinquilharias. Vou comprar casa nova. Estou desviajando e já viajando de novo. Enchi o saco de você, que desacelera. Fiquei invisível.  

 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Eu não sei jogar,

sempre mostro as minhas cartas.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Branca de Neve que me perdoe

mas sou muito mais da bruxa.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Minhas doces paranoias

Durante a minha infância super anos 80, assisti a todos os filmes de terror que chegaram às locadoras da minha cidade. Todos mesmo, absolutamente. Lembro-me bem da tarde em que cheguei na video locadora e recebi a trágica notícia de que já tinha visto todos os filmes que eles haviam comprado. Então comecei a rever um por um. De Carrie, a estranha à Hora do Pesadelo. Poltergaist, Piranhas, Psicose, Hitch, o palhaço assassino; tudo visto e revisto umas três vezes. Resultado, até hoje sempre acho que vai saltar um monstro de dentro do meu guarda-roupa e antes de dormir costumo dar uma olhada embaixo da cama para ver se não tem um espírito que vai puxar a minha perna durante a noite. Minhas doces paranoias.


O problema não foram os filmes de terror mas sim o excesso deles. Se  os filmes fossem de comédia romântica por exemplo, talvez eu tivesse me transformado em uma debiloide. Sei lá, só sei que todo o excesso é pernicioso. Não é legal. Tem que saber a hora de parar e até mesmo as coisas consideradas saudáveis devem ser usufruídas com cautela. Aposto que até espinafre demais faz mal. Então, há sim, um limite para usufruir da companhia do outro, há um limite  até para sorrir, para amar, para praticar Yôga, para criar, para ver obras de arte. A diferença entre o remédio e o veneno está na dose. 

sábado, 13 de novembro de 2010

Saindo de cena

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

As coisas lindas ficarão

Eu estava confiante de que o filme A suprema felicidade me agradaria, provavelmente impulsionada pela direção do Arnaldo Jabor. O senhor sentado ao meu lado no cinema bufafa, ameaçou levantar e ir embora três  vezes, discutiu com com a mulher e se contorceu na cadeira durante o filme inteiro. Eu precisava contar isso. Não seria justo omitir esse fato antes de dizer que eu gostei do filme. A sensação quando o filme termina é a de que as coisas lindas ficarão. E é isso o que importa. Existirá uma felicidade suprema? Sei lá. Mas sei que as coisas lindas ficarão.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

meu canto








Fotografias de uma manhã no Mercato Centrale. Firenze.

Corpo

Desprenda seu corpo na minha vida.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Enquanto mais de cinquenta mil pessoas estavam no Beira Rio esperando o Paul...

eu estava sentada confortavelmente nas cadeiras do Santander Cultural, no ar-condicionado, curtindo o show da Badi Assad. Não conhecia muito o trabalho dela e fiquei encantada. Badi toca com absolutamente todo o corpo; pés, quadris, abdômen, dedos, olhos e finalmente, boca. Uma mulher incrível e vivaz, que fez o meu coração bater mais forte. E pelo visto - e ouvido - ainda vamos ouvir muito falar dela.

Melodiando

O show do Luiz Melodia com a orquestra da Fundarte foi emocionante. A conversa com ele no camarim foi desconcertante. Só parei de melodiar no domingo, no show da Badi Assad.

Que coincidência é o amor.

sábado, 6 de novembro de 2010

Nada como ser livre!



Música clássica da melhor qualidade. A madeira escura aquece o ambiente. Na entrada, uma cristaleira com taças delicadíssimas e copos de cristal vermelho, adornados por finos traços em dourado, são observados pelos olhos das lindas mulheres que entram no ambiente. Elas vestem gabardines exuberantes. Pedras e jóias de família adornam os dedos, pescoços e punhos das senhoras. Homens de casacos e sobretudos escuros sentam-se à mesa, famaitre, aprovam a qualidade do vinho. Há um requinte em todas as pessoas. Uma atmosfera de luxo.

Me chama a atenção uma mulher sentada à mesa, pois percebo que ela leva à boca uma coisa estranha. Olho bem e identifico que a sofisticada senhora está comendo uma orelha. Mastigando, mastigando, esmigalhando uma orelha inteira, até que a pele, músculos e nervos consigam descer pela garganta. Ela sorri para as amigas, cerca de dez senhoras gargalhando ao redor da mesa. Percebo que aquelas orelhas não são de seres-humanos. Não, certamente não são. São as orelhas de um porco. De muitos porcos, pois cada porco, assim como nós, possui apenas duas orelhas. Os homens comem as tripas de um animal que não identifiquei qual é. Vejo uma menina comendo a língua de uma vaca. Ouvi dizer que os músculos da língua, por onde a vaca saliva, são bem macios, então deduzo que tenha sido por isso que deram essa parte do animal para a criança. É, faz sentido, os pais normalmente querem o melhor para os seus filhos. Minha cabeça gira, meu olhar circula por todo o salão. A menina ainda não conseguiu engolir toda a língua da vaca. Me entristeço imensamente com a mescla de sofisticação e crueldade ao meu redor.

Quem tiver vontade e estômago para participar, basta pagar 45 reais e ir até a feijoada do Plazzinha. Mas precisa ir ainda no inverno pois parece que quando muda a estação eles oferecem a cabeça inteira...do peixe. Bom, acho melhor parar por aqui. Mas lembre-se de que você é livre para comer o que quiser. Repito: você é livre para comer o que quiser. Isso não é o máximo?! Você tem o direito de escolher o seu alimento independentemente de terem colocado a língua ou o fígado da vaca na sua boca quando você era criança. Ufa...nada como ser livre e aproveitar dessa liberdade para fazer as minhas próprias escolhas!

Melodia

Luiz Melodia hoje. Eu eu feliz por isso.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Relacionamento aberto ou fechado?

Só para me divertir, comecei a fazer uma pequena lista das coisas que acho cafona. E entre ficar de mal com os ex-namorados, usar sandália plataforma, tomar cervejinha na beira da praia e viajar de excursão para o Nordeste, parei num ítem que me foi digno de reflexão. Espalhar aos quatros ventos que tem um relacionamento aberto. Aii...que cafona que é ficar falando isso. O mais engraçado é que o pessoal que faz uso desse discurso se acha ultra moderno. Assim, a Simone e o Sartre já viviam um relacionamento aberto em 1940, então vamos combinar que isso já está mais do que ultrapassado. O último grito é ser discreto, meu bem. Mantenha a discrição e estará sempre elegante e atual.

Mas o que é um relacionamento aberto, afinal? Aberto, o que? O que que fechou? O que é que está aberto? Alguém me explica.



Parece que existem inúmeras formas. Você pode ficar com quem quiser, mas eu quero saber de tudo. Ou: Você pode ficar com quem quiser desde que eu não saiba de nada. Essa é boa, né? A pessoa vive numa ilusão só para tentar ser moderninha.Você me fala com quem quer se relacionar e eu aprovo ou não. Esse é aberto pra quem mesmo?! Tem aquele que tem relacionamento aberto mas quase morre de ciúmes. Pra que abrir, então? Tranque todas as portas e seja feliz. Também tem os relacionamentos abertos só de um lado. Do outro lado, portas fechadas. Sim, isso existe, acredite. E ainda, tem a questão do quanto que a porta pode abrir. Só uma frestinha ou portas e janelas sempre escancaradas para arejar? Enfim, cada casal vai criando as suas regras em busca da felicidade.

Para mim a felicidade não está exatamente em um relacionamento aberto ou fechado mas sim no que está por baixo dele. As catedrais estão em pé há centenas de anos porque foram construídas sobre uma sólida estrutura. O tempo e as guerras passaram e elas continuam vivas, estáveis, seguras e majestosas. A paixão, o encanto, a companhia e o desejo são apenas os ornamentos de uma catedral - e eu adoro ornamentos - mas o que está por baixo, é o que realmente vai segurar e manter a estrutura em pé, e isso chama-se amizade.

Se houver amizade, tudo estará bem de verdade. A relação - seja ela aberta, fechada, entreaberta ou trancada com cadeado e senha de 9 dígitos - se manterá viva, estável, segura e majestosa. Com amizade, você pode abrir ou fechar um relacionamento. Pode trancar o coração do seu parceiro a 7 chaves ou escancarar as portas e janelas, que tudo continuará na santa paz de Deus. Simples assim. Só que não vá pensando que amizade é tipo amor a primeira vista. Amizade a primeira vista só existe nos filmes de cachorro da sessão da tarde. Ela deve ser construída a quatro mãos e isso leva algum tempo. E a pergunta que deve ficar é: será que entre eu e o meu namorado ou namorada existe amizade? De verdade? ... Ou será temos apenas os lindos e coloridos ornamentos?

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Músicas em mim

Ontem jantei num restaurante que ficou tocando músicas do Djavan o tempo inteiro. Resultado, as frases dele não sairam mais de mim. 

Na íris dos meus olhos, mergulhavam seus matizes.

Tudo isso é uma questão de saber. Saber viver.

Eu não sei se vem de Deus, do céu ficar azul.

Teus sinais me confundem da cabeça aos pés. 
 
Chega um dia que a gente entende que o amor teve um ponto final.