quarta-feira, 9 de novembro de 2011

partido dos sem assunto


Todos agora começaram a reclamar do calor. São os mesmos aqueles que passaram o inverno inteiro reclamando do frio. Pronto, é assunto garantido até abril, pois o verão promete. Que vontade de mandar uma carta anônima que diz assim: Você é um chato. Muito chato. Vá comer pitanga pela rua. Vá transar. Sentar em frente da lareira. Tomar um chá bem quente. Dançar. Vá comer um pão com manteiga e tomar uma taça de café com leite. Pare de reclamar do tempo, por favor. Seu chato. Sua chata, se você for mulher. Você possui um montão de roupas para vestir e se aquecer do frio. Você tem ar-condicionado para se refrescar. Se não tiver, compre um ventilador nas Casas Bahia. Não seja assim tão chato. Puxe outro assunto, pelo menos comigo. Assinado: Ana.

8 comentários:

Helga Monteiro Ventura disse...

Oi Ana
O seu texto me fez lembrar uma professora que tive no Colegial (já entrego minha idade, atualmente é Fundamental né?...rs) que dizia que as pessoas vazias sempre vão falar do tempo. É verdade, o tempo será sempre uma desculpa para não precisar pensar, nem viver de verdade...
Beijo!!

Delacroix disse...

Odeio gente chata. Na realidade odeio gente que tem e que não tem cachorro.

Delacroix disse...

Por outro lado, sofro de uma abstinência atroz por conta de quem me faz falta.

Delacroix disse...

Clic

Delacroix disse...

Mil vezes lhe peço que não morra, que não se vá, nem desapareça, nem me esqueça. Mil vezes lhe peço que reflita. Mil vezes lhe peço que não me procure, que não me olhe, que não me amole com seus trágicos punhais.

Delacroix disse...

Você não dorme dona? Pois lhe digo: no planeta de onde venho, mulheres dormem como anjos, abraçadas por tenazes afiadas e ternas de homens que já não existem.

Delacroix disse...

Eu queria amar quem eu escolhesse, na hora que quisesse, do jeito que pudesse, mas não consigo...

Delacroix disse...

Sinto falta, sabe? Não é sofrimento, nem dor. É só falta, sabe?
Saudade?
Não, não é saudade...
Então é dor mesmo o que sinto pelos dois velhos navios.