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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

rumo certo

Um dia me perguntaram se eu teria coragem de ir em determinada direção. E eu fiquei pensando cá com os meus botões que não é necessário coragem quando você sabe que está indo na direção certa. Não há outro caminho a ser seguido a não ser aquele que foi escolhido por mim. A única coisa que muda é que agora eu não sou apenas uma pessoa muito feliz, subi para o ranking das pessoas mais felizes do mundo -  aquelas que realizam os seu sonhos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

manhã


porque quem me leva para ver as andorinhas merece as coisas mais belas. obrigada. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

me retrate

não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

registro de alegria

como você me alegra. com você alegro. você alegra as coisas ao meu redor. há pessoas que são assim. uma para a outra. outra para uma. química. mágica. ou só alegria mesmo. isso só pode ser coisa das estrelas, só pode.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

lá em cima

onde o azul é mais azul. o rosa é mais rosa. lá em cima. onde é tudo silêncio. onde o frio é menos frio. e o amor é mais amor.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Nada

Não deixando que Nada aconteça.

sábado, 16 de abril de 2011

doce chuva

a doce chuva de hoje pela manhã...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Roupa nova

terça-feira, 1 de março de 2011

Nada

Você está invisível para mim.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

na moda

o amor ainda está na moda.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O pôr-do-sol de cada dia



comecei o ano vendo o pôr-do-sol todo o santo dia.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eu lhe confirmo

Se você não teve coragem, eu sinto muito. Eu sinto muito por você. Eu sinto  muito por nós dois. Sinto por nós dois que não vivemos o que adoraríamos ter vivido. Eu sinto por todas as coisas bonitas que foram privadas de serem vistas pelos nossos olhos ao mesmo tempo. Sinto por tudo o que não admiramos juntos. Pelos lugares que não fomos. Pelas músicas que não ouvimos. Pelos quadros que não vimos. Eu sinto pelo que não compartilhamos. Aliás, para onde será que vão as coisas não compartilhadas? Eu sinto por você, que não teve coragem. Eu sinto pelas palavras doces que nunca foram ditas. Por todas as palavras que se engessaram na forma de pensamentos. Palavras nunca ditas. Palavras mortas. Áh... eu sinto tanto por elas. Sinto pelos nossos olhos. Pelos nossos lábios. Pela nossa pele. Por todas as partes do seu corpo e do meu, que se desejaram e se afastaram. Por tudo o que não aprendemos e evoluímos um com o outro. Eu sinto tanto. Por todos os momentos que você soube tão bem evitar. Mortos-vivos. Se você se afastou achando que teria sido melhor assim, eu lhe confirmo que teríamos sido sim, lindamente felizes, pelo tempo que levasse o nosso convívio.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Você

cruzou o meu caminho e me fez sorrir.

sábado, 30 de outubro de 2010

Fechando janelas

para que outras janelas se abram.



sexta-feira, 13 de agosto de 2010

simples assim


não penso, amo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A arte e a verdadeira medida das coisas


Normalmente gosto de ir sozinha a museus. Acredito que cada pessoa tenha o seu próprio tempo para apreciar uma obra de arte e isso depende da cultura, da sensibilidade, do gosto e dos interesses de cada um. Certa vez fiquei 50 minutos contemplando A Primavera, quadro de Botticelli, simplesmente porque isso me dá prazer, me renova. Sei que passar tanto tempo assim na frente de um quadro deve ser um saco e incompreensível para muitas pessoas. Também tenho a consciência de que dificilmente encontraria alguém que me acompanhasse nessa viagem, por isso, repito, gosto de ir sozinha a museus.

Numa tarde de chuva fui ao Margs com uma amiga para ver a exposicão do Portinari. Tudo correu bem, ufa. Exposição excelente. A companhia certa. Nossos timings estavam ajustados. Ela não precisou ficar me esperando na saída do museu. Eu não fiquei com a sensação de ter perdido nada, ví todos os detalhes que quis. Vimos juntas. Compartilhamos. Mas mais do que isso, entramos falando da vida e saímos vivendo - como ela escreveu.

Antes de entrar na exposição, tomávamos um café (os cafés sempre fazem parte das minhas visitas aos museus, ou eles aparecem antes ou depois) e conversávamos sobre relacionamentos. Uma conversa densa. Tensa. Amarrada. Cheia de dúvidas e suposições. Tantos rodeios. Especulações. Sei lá, falamos tanta coisa. E que mania essa que a gente tem de imaginar o que se passa dentro da cabeça do outro... Bem, fim da conversa, início da exposição. Pinturas, desenhos e ilustrações. Dom Quixote e Sancho Pança. Um sapateiro ou um engraxate? O menino do engenho e pronto, ao sair do museu tudo se fez claro. A situação era a mesma mas já não tinha mais o mesmo peso. O peso que nós colocamos nas coisas! Até parece que perdeu a importância, falamos. A importância que damos para determinadas situações! Parece que o problema encolheu, pensei. Os problemas são do tamanho que damos a eles.

É impressionante como a arte nos desperta e nos mostra a verdadeira medida das coisas. Moral da história: não entre na nóia, vá a um museu. Abra um livro. Leia uma poesia. Risque e rabisque. Tá triste? Ouça uma música. E depois me conte se as coisas não se ajustaram melhor.

sábado, 31 de julho de 2010

Por Nai


Nada como uma obra de arte para nos arrancar de uma realidade para outra, sempre mais favorável do que aquela que achamos viver.